Municípios mais desmatados em 2019 lideram número de queimadas na Amazônia

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Carlos Madeiro

As queimadas que neste ano atingem a região amazônica se concentraram em municípios com as maiores áreas desmatadas no mesmo período. Segundo uma nota técnica do Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia), com dados coletados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), “os dez municípios amazônicos que mais registraram focos de incêndios foram também os que tiveram maiores taxas de desmatamento”.

“Estas cidades são responsáveis por 37% dos focos de calor em 2019 e por 43% do desmatamento registrado até o mês de julho”, aponta o documento.

Entre janeiro e 18 de agosto deste ano, houve um aumento parecido –de 70%– no número de queimadas no país, sendo 52% delas registradas na Amazônia.

As queimadas são consideradas o processo final do desmatamento e servem para limpeza e transformação da área para pastagem ou, em menor número de casos, para plantações agrícolas. Para o Ipam, “a relação entre desmatamento e fogo mostra-se particularmente forte neste ano de 2019”.

“A ocorrência de incêndios em maior número, neste ano de estiagem mais suave, indica que o desmatamento possa ser um fator de impulsionamento às chamas, hipótese testada aqui com resultado positivo: a relação entre os focos de incêndios e o desmatamento registrado do início do ano até o mês de julho mostra-se especialmente forte”, diz o estudo.

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