Poeira lunar pode representar perigo aos futuros exploradores espaciais

Patrícia Gnipper

A Lua voltou a ser objeto espacial de interesse não somente por parte da NASA, como de agências espaciais e empresas privadas em diversos países. Apesar de relativamente pouco explorada desde o fim do programa Apollo, a Lua nos forneceu conhecimentos científicos suficientes nas últimas décadas para que, agora, possamos retornar para lá e, além de fazer muito mais descobertas contando com as tecnologias mais modernas, também darmos um passo além: a permanência constante de humanos no satélite natural da Terra. Mas, entre os diversos perigos que esses exploradores encontrarão, está a poeira lunar.

John Cain, especialista britânico sobre riscos da exploração lunar e consultor independente de saúde de astronautas, levanta a questão. Ele foi o primeiro cientista a definir a nova disciplina científica chamada de “higiene astronáutica”, que é um ramo da medicina ocupacional para controlar os riscos que astronautas enfrentam no espaço.

Ele diz que “é essencial que a natureza da poeira lunar seja conhecida, bem como seus efeitos no corpo sejam compreendidos, além das rotas de exposição identificadas e os meios para reduzir a exposição sejam resolvidos”. E, bem, nações como Estados Unidos, Reino Unido, China, Rússia, Índia e a União Europeia já vêm trabalhando neste tipo de estudo.

Na época das missões Apollo, os astronautas tiveram de lidar com a poeira lunar de um jeito bastante precário, e Buzz Aldrin, da Apollo 11, chegou a contar que “quanto mais tempo você passa lá, mais fica coberto com poeira lunar em seu capacete e botas”. Gene Cernan, da Apollo 17, levantou que “a poeira provavelmente é um dos maiores inibidores de uma operação lunar”.

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