Novo estudo aponta Uber e Lyft como responsáveis por aumento de 70% da poluição

Nathan Vieira

Um novo estudo divulgado pela Union of Concerned Scientists nesta terça-feira (25) afirma que as viagens feitas em carros de apps como o Uber e o Lyft foram responsáveis por um aumento de 69% nos níveis de poluição climática, em média. Acontece que nas cidades essas viagens normalmente substituem as de baixo carbono, como transporte público, ciclismo ou caminhada.

O relatório aponta que as empresas de viagens particulares poderiam reduzir essas emissões com um esforço mais concentrado para eletrificar sua frota de veículos ou incentivar os clientes a fazerem passeios em grupo. Mesmo assim, o estudo afirma que, sozinhas, essas estratégias não abordariam as preocupações crescentes de congestionamento. “Para que os passeios contribuam para melhores resultados climáticos e de congestionamento, as viagens devem ser combinadas e elétricas e incentivar modos de baixas emissões, como transporte de massa, ciclismo e caminhada”.

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Até agora, métodos antipoluição incluem a introdução de serviços de compartilhamento de bicicletas e scooters
É uma tarefa difícil, mas tanto a Uber quanto a Lyft e outras empresas do setor mostraram vontade de reduzir suas emissões de carbono. Até agora, seus métodos incluem a introdução de serviços de compartilhamento de bicicletas e scooters, agendamento e emissão de bilhetes de transporte público integrados em seus respectivos aplicativos e programas de incentivo para que os motoristas mudem para carros elétricos.

Apesar desses esforços, a maioria das viagens que acontecem nas plataformas da Uber e da Lyft são feitas em veículos a gás. As empresas tentaram promover viagens em grupo, mas os clientes demonstraram relutância em compartilhar suas viagens, e os serviços de compartilhamento de bicicletas e scooters estão sujeitos aos regulamentos e condições locais do mercado.

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