Navio ancorado no Rio Amazonas tem quase todos os tripulantes com Covid-19; 3 estão internados

Foram 19 casos confirmados e dois ainda aguardam resultado. SVS e Anvisa acompanham a situação da embarcação que entrou de quarentena na sexta-feira (4).

Um navio brasileiro fundeado próximo à Macapá, no Rio Amazonas, entrou em quarentena depois que quase toda a tripulação foi infectada com o novo coronavírus. O governo do Amapá confirmou nesta terça-feira (8) que 19 pessoas a bordo testaram positivo para a Covid-19. Três delas precisaram ser internadas em um hospital da cidade.

Não é a primeira vez que um navio precisa ficar em quarentena na região em meio à pandemia. Em março, um tripulante de um porta-contêiner faleceu com Covid-19, e outros também ficaram infectados e precisaram de atendimento médico em Macapá.

A embarcação em quarentena desde sexta-feira (4) é especializada no transporte de mercadorias a granel, de bandeira brasileira e havia zarpado de um porto do estado do Maranhão antes de parar em águas amapaenses.

Ao todo, são 23 tripulantes monitorados – só dois ainda não receberam resultado dos exames. O grupo passou por testes e foi avaliado por equipes da Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS) e também da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

De acordo com o governo, foi aberta investigação para identificar qual a cepa das infecções. As amostras serão enviadas para o Instituto Evandro Chagas, no Pará, para que sejam feitos os sequenciamentos genéticos.

“É um monitoramento diário para que a gente não só assegure a eles a vida, mas também diminua qualquer possibilidade de risco de uma cepa nova pegar a gente de surpresa no Amapá”, comentou o governador Waldez Góes (PDT).

O gestor reforçou a necessidade de manter as medidas de prevenção de contágio.

“A cobertura vacinal no Brasil é baixa. Esta preocupação, enquanto não tiver una cobertura vacinal mais intensa, a gente precisa redobrar os cuidados. Mesmo vacinadas, as pessoas não podem deixar de usar máscara, fazer a higiene pessoal, porque a pessoa pode pegar. Vacinado dificulta o agravamento”, pontuou.

Do G1 Amapá

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