MP-AP e PF cumprem mandados de busca e apreensão em Macapá

Na manhã desta segunda-feira (26), o Ministério Público do Amapá (MP-AP), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Estadual (GAECO/AP), e a Polícia Federal (PF) cumpriram mandado de busca e apreensão no Centro de Custódia Especial (CCE) do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen) e em uma oficina de veículos no bairro Jesus de Nazaré. É a segunda fase da Operação Queda da Bastilha, para reprimir a ação de organizações criminosas dentro e fora do Iapen. Dois celulares foram encontrados, um dentro de um livro, e outro no interior de um rádio de pilha.

Os pedidos judiciais para estas medidas cautelares foram feitos ao 1º Juízo da Vara Criminal pelo GAECO/AP, e cumprido em conjunto com a PF, após o monitoramento ininterrupto das facções e envolvidos. Um mandado foi solicitado à Justiça após informação de que um dos investigados havia deixado um veículo blindado em uma oficina, para conserto; e o outro, para apurar a informação de que três investigados, custodiados no CCE, estariam usando aparelhos de celular para se comunicar.

Na busca e apreensão no CCE, dois celulares foram encontrados, um na cela de um investigado, dentro de um rádio de pilha, e o outro, na cela ao lado, camuflado dentro de um livro com as páginas recortadas. Na oficina de conserto de veículo foi encontrado o carro blindado alugado pela autoridade de segurança pública para o líder da facção, conforme as investigações da 1ª fase da Operação.

A 1ª fase desta operação ocorreu dia 14 de setembro, quando o GAECO/AP e PF cumpriram vinte e dois (22) mandados de busca e apreensão no Iapen e residências, e nove (9) de prisão preventiva. Esta fase da Operação contou com o apoio da Força Tarefa de Segurança Pública (FTSP) e Equipes da Força Tática da PM/AP, Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Grupo Tático Prisional (GTP). De acordo com as investigações da Operação Queda da Bastilha, os investigados estão ligados a diversos crimes, como tráfico de drogas, associação para o tráfico, falsidade ideológica, prevaricação, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.

Ainda no decorrer das investigações, no dia 18 de setembro foram apreendidos pelos órgãos de segurança, dois aparelhos de celular em uma cela na enfermaria do Iapen, de posse de um líder de facção. Outro desdobramento da Operação Queda da Bastilha foi a transferência, no dia 23 de setembro, a pedido do MP-AP, do preso Ryan Richelle dos Santos Menezes, fundador e líder de facção, conhecido como Tio Chico, para o presídio federal de Mossoró (RN). Tio Chico é o interlocutor das mensagens telefônicas com o delegado investigado.

Os promotores do GAECO/AP enfatizam sobre a apreensão dos celulares no CCE, dentro do rádio de pilha e do livro recortado, alertando ser necessário redobrar os cuidados na entrada de objetos em todas as unidades prisionais do Estado, para evitar que objetos ilícitos cheguem até os presos.

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