Dia Internacional do Idoso: saberes e tradições dos mais velhos na Amazônia
No Amapá, os idosos preservam tradições, histórias e conhecimentos que fortalecem a identidade amazônica.
No Dia Internacional do Idoso, celebrado em 1º de outubro, é importante reconhecer o papel dos mais velhos na preservação da cultura e da identidade amazônica. No Amapá, eles são guardiões de saberes que atravessam gerações, transmitindo histórias, músicas, lendas, receitas e formas de conviver com a floresta.
Tradição e identidade cultural
Muitos costumes do cotidiano amazônico – como a produção da farinha de mandioca, o uso de ervas medicinais e as narrativas orais sobre mitos da floresta – sobrevivem graças à transmissão de conhecimento dos idosos. Um exemplo marcante é o Mestre Sacaca, curandeiro conhecido por suas garrafadas, banhos e remédios caseiros que uniam ciência popular e saber tradicional.
Além disso, são eles os responsáveis por preservar e transmitir às novas gerações manifestações culturais como o batuque e o marabaixo, que seguem vivos como expressão de resistência, fé e identidade no Amapá.
Valorização e respeito
Mais do que celebrar, a data chama atenção para a importância do respeito e da valorização dos idosos. Além de serem fonte de experiência e sabedoria, eles enfrentam desafios sociais e de saúde que exigem políticas públicas voltadas para a qualidade de vida e inclusão.
Sabedoria para o futuro
Em uma Amazônia marcada por transformações ambientais e sociais, os idosos lembram que cuidar da floresta é também cuidar das pessoas. Seus ensinamentos apontam caminhos para a convivência harmoniosa com a natureza e para a construção de um futuro sustentável.

