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Governo do Amapá celebra resistência e fé no tradicional Corte do Mastro do Ciclo do Marabaixo

Por Lucas Mota

O Governo do Estado do Amapá reforçou, neste sábado, 9, seu compromisso com a salvaguarda do patrimônio imaterial, ao apoiar o Corte do Mastro, uma das etapas de maior simbolismo do Ciclo do Marabaixo 2026. Realizada nas matas do Quilombo do Curiaú, em Macapá, a celebração reuniu festeiros e comunidades tradicionais em um ato que une fé, resistência e a preservação das raízes ancestrais forjadas no extremo norte do Brasil.

Para a gestão estadual, o apoio ao Ciclo do Marabaixo não é apenas um investimento em eventos, mas também uma política pública de valorização da cultura afro-amapaense e de reconhecimento das manifestações que formam a identidade do povo. O ritual acontece tradicionalmente em uma Área de Proteção Ambiental (APA), evidenciando a conexão intrínseca entre o saber tradicional e a preservação do meio ambiente.

A diretora-presidente da Fundação Marabaixo, Josilana Santos, ressalta que o momento é um dos maiores símbolos de culto ancestral da região.

“Falar de ciclo é falar de ancestralidade, de representatividade e de meio ambiente. Nossa história atravessou oceanos; é uma cultura banto que se mantém viva e forte aqui. O Amapá mostra o quanto mantém suas raízes e a identidade de um povo que foi forjado em Macapá, a capital negra da Amazônia”, afirmou a gestora.

A tradição, que atravessa gerações, sendo transmitida de pais para filhos, é vista como um pilar de formação do cidadão amapaense. Dhemerson Ramos, da Associação Folclórica de Marabaixo do Pavão, ressalta que a expressão cultural transcende o conceito de entretenimento.

“A sociedade é o espelho. Quando falamos de identidade cultural, buscamos a riqueza do contexto histórico como um todo: da alimentação à dança, do canto à bebida. Isso enriquece nossa identidade como pessoa e da cultural geral”, explicou.

Continuidade do Ciclo

O Corte do Mastro serve como prelúdio para os ritos de levantamento das bandeiras, mantendo viva a devoção ao Divino Espírito Santo e à Santíssima Trindade. O suporte governamental assegura que os barracões tradicionais tenham a estrutura necessária para dar continuidade aos festejos, garantindo que o Marabaixo permaneça como um símbolo vibrante de resistência cultural e fé.

Fotos: Márcia do Carmo/GEA

Agência de Notícias do Amapá

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