Viva Maria: professora transexual cobra na Justiça punição contra preconceito

Quem comemora esta decisão com o Viva Maria é Luiza Coppieters, que após assumir a transexualidade foi demitida

foto maria da penha atual
foto maria da penha atual

A luz da lei Maria da Penha, o Viva Maria desta quarta- feira (21) comemora uma importante vitória: a decisão da  9ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) que determinou na última segunda-feira (19) que medidas previstas na Lei Maria da Penha sejam aplicadas em favor de uma transexual que foi ameaçada pelo ex-companheiro. Segundo a decisão, o homem não poderá se aproximar nem entrar em contato com a vítima, seus familiares e testemunhas do processo.

A professora de Filosofia, formada pela Universidade de São Paulo (USP), Luiza Coppieters, que por cinco anos lecionou num tradicional colégio de São Paulo, mas, no final do ano passado, ao assumir sua  transexualidade, foi demitida.

“Era pra ser uma coisa básica, porque ser transexual é um adjetivo de mulher, como ser negra, como ser alta, baixa. Enfim, nós somos mulheres, mas infelizmente dado esse Congresso conservador, atrasado a gente não conseguiu ser incluída diretamente, mas a Justiça está sendo feita”, diz Luiza Coppieters.

Desde o início da década de 80 as mulheres sabem: têm voz no rádio brasileiro. Com mais de 30 anos dedicados à defesa dos direitos da mulher, o Viva Maria apresenta temas relevantes e entrevistas com personalidades que contribuem para a melhoria da vida da mulher. Em formato de programete, o Viva Maria é presença garantida na programação das Rádios EBC.

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