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Amazônia desenvolve pesquisa para combater o aedes aegypti

Fiocruz Amazônia desenvolveu um dispersor de larvicida capaz de combater o Aedes aegypti. A armadilha é feita com um pano aveludado com larvicida, recobrindo um pote plástico, da parte interna até a borda. Depois basta colocar um pouco de água para atrair o Aedes aegypti.

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Mosquito Aedes Aegypt Creative Commons – CC BY 3.0

O professor diretor do Instituto Leônidas e Maria Deane, a Fiocruz da Amazônia, Sérgio Luiz Bessa Luz, explica como funciona a armadilha: “esse balde com água atrai os mosquitos para colocarem seus ovos e quando ele vai colocar seus ovos ele pousa nessas paredes impregnadas por inseticida e as partículas de inseticida acabam ficando no corpo do inseto. E como o aedes procura vários criadouros diferentes para colocar os ovos, ele acaba saindo desse criadouro com o larvicida e indo para um criadouro que não tem larvicida (…) Contaminando esse criadouro”.

O pesquisador ressalta que essa polinização feita pelo Aedes aegypti, pode levar o larvicida a criadouros de difícil acesso, como terrenos baldios, casas fechadas e locais desconhecidos pelos agentes de saúde, que só o mosquito conhece.

A projeto foi testado em Manacapuru, no Amazonas. De acordo com Sérgio Luz, após a colocação desses dispersores, foi encontrado larvicida em 98% dos criadouros mapeados pelos pesquisadores. Nesses locais, onde nasciam cerca de 480 mosquitos por semana, depois da experiência, apenas 10 passaram a nascer.

A pesquisa está sendo testada e faz parte das novas alternativas para controle do vetor do Ministério da Saúde. Após o término do ensaio e dependendo dos resultados, a iniciativa poderá ser utilizada em maior escala.

EBC

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