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Deputado critica aumento de 37% na tarifa de energia no Amapá

As mais de 200 mil unidades consumidoras de energia elétrica registradas no Amapá sofrerão reajuste de mais de 37% na tarifa, já a partir desta quinta-feira, 30, imposto à Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), pela Agência Nacional de energia Elétrica (Aneel). O deputado estadual Paulo Lemos (PSOL) criticou o aumento e questionou o papel das usinas hidrelétricas instaladas no estado. “Parece que só serviram para acabar com o Rio Araguari”, disparou Lemos.
 
A justificativa da Aneel para o reajusta, pauta-se na recuperação de perdas financeiras, correspondentes há dez anos, período em que não promoveu aumento na tarifa local, porque a Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), até então, não havia assinado o termo de concessão do fornecimento no estado, em função de uma dívida bilionária com a Eletrobrás.
 
O deputado Paulo Lemos cobrou atenção dos parlamentares desse reajuste, na avaliação dele, abusivo, e sejam discutidas e revistas algumas medidas já tomadas pela Assembleia Legislativa do Amapá (Alap) em favor da própria estatal.
 
“Isso é um absurdo tamanho, e que presente de fim de ano a CEA e a Aneel estão dando aos amapaenses. Energia elétrica é hoje necessidade básica. Vimos situações em que os técnicos são ameaçados com terçado no momento do corte por falta de pagamento, e não por menos. Essas pessoas não são bandidas, mas trabalhadores que não suportam pagar por um serviço caro e sem qualidade”, questionou o deputado.
 
A situação que o Amapá enfrenta devido à péssima qualidade no fornecimento de energia elétrica, que afeta todos os seus 16 municípios é, evidentemente, séria e destoante quanto à cobrança elevada da tarifa aos consumidores amapaenses, cujo estado, ao fazer parte do Sistema Integrado Nacional (SIN), paga a conta pelos prejuízos de outras regiões do país. 
 
“Vitória do Jarí, por exemplo, não fugirá ao reajuste, mesmo possuindo um fornecimento precário, cuja energia só é garantida poucas horas aio longo do dia”, comparou Lemos. O líder do governo da Alap, Dr. Furlan (PTB), considerou que esta situação deve ser discutida, principalmente, pela bancada federal. “com certeza, mas, não podemos ficar calados, pois esta Casa é também uma caixa de ressonância e devemos ampliar a discussão que envolvem as dívidas da CEA, sobretudo, lutar em favor do nosso povo”, contrapôs o deputado pessolista.
 
Júnior Nery – Ascom/Paulo Lemos
FOTO: Jaciguara Cruz/ALAP

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