Aquecimento global já atinge até as regiões mais frias do planeta

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Derretimento de algumas das geleiras mais fortes e estáveis do Oceano Ártico são prenúncio de uma “catástrofe prática para a humanidade”, alerta pesquisador

O mar da costa norte da Groenlândia já foi chamado de “a última área de gelo”. Por lá, o gelo é tão grosso e estável, com poucas mudanças mesmo durante o verão, que muitos acreditavam que seria o último lugar a derreter. Picos de temperatura anormais em fevereiro e no início deste mês mudaram essa história. Deixou a camada de gelo vulnerável aos ventos e se rompeu pela primeira vez que se tem registro.

No extremo norte da Noruega, na região de Svalbard, a cobertura de gelo do Ártico está 40% abaixo da média para esta época do ano desde 1981. Embora situações menos dramáticas em outras partes do Ártico indiquem que provavelmente este não será o pior ano para o gelo no polo norte, mas vão de encontro às previsões de que entre 2020 e 2050, talvez até antes, o Oceano Ártico pode descongelar completamente durante verão. As consequências são catastróficas.

Apenas algumas décadas atrás, mais de três metros gelo de espessura cobria o Pólo Norte, com cumes de gelo abaixo da superfície em algumas partes do Ártico se estendendo até 45 metros. Agora, esse gelo já não existe há muito tempo, enquanto o volume total do gelo marinho do Ártico no final do verão declinou, de acordo com duas estimativas, em 75% em meio século.

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