8 tendências no turismo para 2019

Viagens mais curtas, que envolvam trabalhos voluntários e preocupação com sustentabilidade, são algumas das coisas que os viajantes buscam neste novo ano

Tatiana Cunha

Não há como negar que o mundo está mudando de uma maneira cada vez mais rápida.

Apesar de volta e meia apelarmos ao passado para fazer uma releitura de algumas coisas e nos sentirmos mais conectados com o que já nos é familiar, como na moda e na alimentação, por exemplo, cada vez mais nos surpreendemos com as possibilidades e novidades que o futuro nos traz.

Se as mudanças ocorrem em todas as áreas da nossa vida, no setor de turismo não podia ser diferente.

Assim como no nosso dia a dia cada vez mais nos preocupamos (ou deveríamos nos preocupar) com sustentabilidade, com o impacto ambiental do que fazemos, quando se trata de viagens esta também é uma tendência que vem crescendo nos últimos anos.

Mas esta é apenas uma das conclusões de uma pesquisa feita pelo Booking.com, o maior site de busca de acomodações do mundo, com mais de 21.500 viajantes de 29 países.

Com objetivo de descobrir as principais tendências no turismo para o ano que acabou de começar, o site analisou mais de 163 milhões de avaliações de hóspedes e estas são as principais tendências que os viajantes podem esperar para o ano que vem:

Mini-viagens

De acordo com o levantamento, 67% dos viajantes brasileiros afirmou que pretende viajar mais nos finais de semana em 2019. Já entre os viajantes do resto do planeta, este número é um pouco menor: 53% revelou este mesmo desejo. Este deve ser um ano em que as viagens serão mais sob medida, mais simples e com roteiros mais personalizados para curtos períodos de tempo. Isso significa também que estas “mini-viagens” serão mais pessoais e satisfatórias. Além disso, há um desejo cada vez maior de os viajantes se hospedarem em acomodações únicas e marcantes, para que ter experiências inesquecíveis.

Viajante consciente

Este será o ano das viagens cada vez mais conscientes, nas quais os viajantes irão questionar ainda mais as questões sociais, políticas e ambientais dos possíveis destinos antes de decidir pra onde ir. De acordo com o levantamento do Booking, 62% dos viajantes brasileiros sentem que as questões sociais nos possíveis destinos são um fator importantes ao definir a viagem e 66% preferem não visitar um lugar caso acreditem que isso impactará negativamente os moradores do local _somos a sexta nacionalidade mais preocupada com questões sociais, atrás de países como México, China e Indonésia.

Saiba mais no site da Veja

Um comentário em “8 tendências no turismo para 2019

  • janeiro 10, 2019 em 12:56 pm
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    A sociedade de consumo, já de algum tempo, e coloque-se mais de duas décadas nessa conta, vive em constante ebulição e efervescência, promovendo constantes e cada vez mais rápidos câmbios nos seus hábitos de consumo, e a tendência, em especial no mercado turístico, é a opção por produtos e situações cada vez mais esdrúxulos. Até aí, nenhuma novidade!
    O que intriga mesmo, é o tempo decorrer e vermos matérias e mais matérias, “artigos” e mais “artigos” referindo-se ao termo “sustentabilidade” com a mesma superficialidade, com a mesma imprecisão e com a mesma distância do real sentido sistêmico que a essência da “Sustentabilidade” carrega no DNA da sua natureza amplamente transversal e holística.
    Mas, no universo tupiniquim, verbetes são como roupa, quando viram moda, qualquer um se acha no direito de usar, ainda que não lhes caia bem, ou que não entendam o porque e nem para que foram idealizados.
    Para concluir, devo lembrar que os estudos mercadológicos, em especial as pesquisas qualitativas e as tendências de mercado, são elaboradas como importantes ferramentas para elaboração de políticas públicas e estratégias de marketing. No universo tupiniquim, servem para tudo, menos para os seus reais e nobres fins!
    No país da ideologia, ingenuidade exigir meritocracia. Mas, como percebe-se sinais de mudanças no governo central, espero que elas premeiem a sociedade como um todo, inclusive e principalmente, as demais instancias de governo, a mídia e a academia.

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