Comunidades da Região Beira Amazonas visam construção de um protocolo Comunitário

Com o objetivo de unir as comunidades para o desenvolvimento sustentável da região da Beira Amazonas, a oficina promove a construção de um protocolo comunitário entre os moradores

Caio Coutinho

A oficina para a aplicação de documento consulta e diagnóstico produtivo aconteceu na Comunidade Ipixuna Miranda, às margens da foz do rio Ipixuna na região Beira Amazonas, em 15 de abril de 2019. As oficinas de são realizadas pelo Instituto Terroá em parceria com a Oficina Escola de Lutheria da Amazônia (OELA). O projeto conta com outros parceiros como Imaflora e Interelos, além de apoiadores como IIEB, UEAP e RAEFARP.

As oficinas fazem parte do projeto de fomento à economia comunitária inclusiva no Amapá e têm o intuito o empoderamento das lideranças comunitárias da região para a construção de um protocolo comunitário que promova o desenvolvimento sustentável das comunidades. As comunidades presentes nesse treinamento foram: Foz do Macacoari, Bacaba, Ipixuna Miranda, Ipixuna Grande, Igarapé Amazonas, Croa da Pedreira, São Tomé, Uruá e Carapanatuba.

De acordo com Daniel Bellissimo, Diretor Institucional do Terroá, o projeto foca no fortalecimento de cadeias de valor da sociobiodiversidade, apoio à organização comunitária e a implementação de boas práticas no manejo florestal sustentável entre as comunidades do Bailique e Beira Amazonas.

Segundo Mariana Chaubet, técnica de campo da OELA, o protocolo se divide em quatro (4) oficinas e dois (2) encontrões, e está na região por demanda da Escola Família, com o intuito de trabalhar questões de território e a gestão sustentável dos recursos naturais da região com os moradores dessas comunidades, trazendo-os para o debate. “O objetivo desse encontro é tratar da aplicação do documento consulta e abordagem, além fazer reunião do comitê gestor para encaminhamentos relacionados às instituições que serão convidadas para a próxima oficina”, explica Mariana.

Para Geovan Vilhena, liderança comunitária da Foz do Macacoari, o protocolo é de grande importância para as comunidades da região Beira Amazonas. “Ajuda as nossas comunidades a se organizarem e se fortalecerem”, finaliza a liderança da Foz do Macacoari.

Instituto Terroá

O Terroá visa apoiar e facilitar processos participativos para criação de soluções integradas para o desenvolvimento sustentável.

OELA

A Oela é uma ong que atua há 21 anos no Amazonas e no Amapá com o intuito de melhorar a qualidade de vida de localidades onde atua. De direito privado sem fins lucrativos, a ong desenvolve ações de educação para sociedades sustentáveis, pautada na pedagogia paulofreiniana, de cunho participativo, de educação popular cidadã e socioambiental.
No Amapá, a organização trabalha com as comunidades do Beira Amazonas e promove a qualidade de vida por meio do manejo e a produção sustentável de açaí, pescados e outros produtos vindos da floresta amazônica.

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