Olimpíadas 2020: força feminina e futebol são maiores apostas do Brasil em Tóquio

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O ano de 2019 foi motivo de comemoração para o esporte brasileiro. Com um bom desempenho no Pan-Americano, além de conquistas pelo mundo em diferentes modalidades, alguns atletas do país chegam com chances reais de brigar por medalhas nas Olimpíadas de Tóquio. O favoritismo no futebol e as atletas femininas, que devem atingir quase 50% do grupo que vai até o Japão, são os principais destaques.

Até o final de outubro, o Brasil já tinha garantido quase 150 vagas nos Jogos Olímpicos de 2020. O portal Lance possui uma lista atualizada com todas as modalidades que já garantiram, pelo menos, um representante nacional. O atletismo, a natação e até mesmo o rugby aparecem na lista. Quem mais garantiu atletas, até o momento, foi o vôlei, que conta com as equipes masculinas e femininas e um total de 23 vagas para os jogadores.

 

No Rio de Janeiro, em 2016, a delegação brasileira bateu recorde com o número de representantes. Foram 465 atletas classificados, sendo 55% homens e 45% mulheres, segundo dados oficiais do Comitê Olímpico do Brasil. Ainda é difícil imaginar se este número será batido no Japão, mas os sinais na temporada foram positivos até o momento. Alguns atletas se destacaram, principalmente nas competições aqui da América Latina.

Entre julho e agosto deste ano, a cidade de Lima, no Peru, recebeu a 18ª edição dos Jogos Pan-Americanos. O Brasil foi um dos principais destaques e encerrou a participação com 171 medalhas conquistadas, ficando na segunda posição do quadro geral. Além disso, o desempenho da delegação brasileira no Parapan-americano foi melhor ainda, com direito a recorde histórico. Foram 308 medalhas e a liderança na tabela final.

Favoritos no Japão

Esse bom desempenho no Pan também aconteceu em outras competições durante toda a temporada. O site do Globoesporte mostra que o Brasil teve um ano de preparação, agora para Tóquio 2020, melhor do que na época da Rio 2016. Foram 20 medalhas conquistadas em disputas olímpicas, sendo seis ouros, cinco pratas e nove bronzes. Em 2015, os atletas brasileiros conquistaram 18 medalhas no total, sendo apenas três ouros.

Com isso, algumas modalidades já despontam como quase garantia de medalha, como é o caso do futebol. A Seleção Brasileira feminina realizou mudanças na comissão técnica e confirmou a sueca Pia Sundhage como treinadora. Campeã olímpica em 2008 e 2012, ela já realizou as primeiras convocações e venceu amistosos importantes contra Inglaterra e a Polônia. O objetivo é sair de 2020 com um lugar no pódio.

Já a equipe masculina, atual campeã, deve sofrer com o calendário cheio. O Brasil vai disputar, no mesmo período das Olimpíadas de Tóquio, a 47ª edição da Copa América e precisa confirmar o favoritismo que possui. No dia 19 de outubro, a Seleção aparecia com 26,7% de chance de conquistar o torneio continental no site de apostas online Esportes Betway. Por isso, a Seleção vai se dividir entre a principal e a Sub-23. Tite comanda o time no torneio continental enquanto André Jardine é o treinador olímpico.

Delegação feminina

Além do futebol e do desempenho em 2019, as Olimpíadas de Tóquio serão um marco para as atletas mulheres. O jornal O Estado de S. Paulo mostra que a porcentagem feminina na delegação brasileira deve atingir cerca de 48%, ou seja, um crescimento de 3% em comparação a 2016, que faz com que a divisão fique quase na metade. É um marco importante e que mostra a evolução do esporte no país.

Isso já pôde ser visto no Pan, quando algumas atletas se destacaram e surpreenderam em esportes antes dominados por homens. As paulistas Jucielen Romeu e Flávia Figueiredo, por exemplo, foram medalhistas no boxe e ganharam destaque na mídia. Elas lutam não apenas no ringue, mas também por maior evidência no Brasil. As duas devem estar na delegação brasileira que vai disputar os Jogos Olímpicos de Tóquio.

Essas mudanças são importantes para que o país possa crescer não apenas em termos de resultado, mas também de oportunidades. A disputa das Olimpíadas é um momento para analisar como está o mundo esportivo no Brasil e como isso afeta o dia a dia. O número de medalhas nem sempre é o mais importante, mas é um sonho de vários atletas que lutam quase quatro anos por uma preparação perfeita até lá.

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