Enlatados e congelados na alimentação; mitos e verdades

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Como e quando usar os alimentos prontos

Com a correria do dia a dia, inevitavelmente acabamos lançando mão do uso de alguns alimentos semi-prontos, como enlatados, congelados ou em embalados a vácuo. Sabemos que eles não são o melhor dos mundos quando o assunto é saúde, mas dá para seguir pelo caminho do meio, como diz a nutricionista Andrea Asorey, professora do Senac.

“Jamais um enlatado substitui um alimentos in natura. A dica é quanto menor o processamento melhor. Há aqueles que são somente cozidos a vapor e colocados em salmora para serem embalados. Sem muito processamento. São melhores”.

Ela lembra que os enlatados foram criados para alimentar soldados em campanhas militares, a fim de conservar os alimentos para que chegassem a quem estava longe.

“Hoje, eles são práticos no dia a dia, mas não devem ser usados com frequência. Não devemos fazer deles um hábito. Melhor optar por congelados in natura. Ervilha, milho, cenoura e outros vegetais, por exemplo, mantêm boa parte dos nutrientes, a cor e a textura”.

Vá notando as diferenças entre marcas tanto de congelados como de enlatados. “Há ervilhas enlatadas ou lentilhas com uma cor alterada. Isso quer dizer que foi processado demais, ou seja, tem muitos conservantes”.

Olhe os rótulos

Andrea destaca que quando começam a aparecer muitos nomes estranhos nos rótulos da embalagem devemos evitar.

Entre os enlatados mais consumidos, estão a sardinha e o atum, peixes ricos em Ômega 3, um importante antioxidante. “Há pessoas que estão longe de locais que tem peixe fresco ou não gostam dos congelados. Nesses casos é uma boa forma de consumi-los”.

Vidro

Os alimentos embalados em vidro são melhores do que os enlatados, que podem ter contaminação da lata quando amassada. “É preciso tomar muito cuidado e ver se a lata está intacta para não trazer riscos à saúde”.

Andrea recomenda os congelados. “Hoje temos muitas boas opções. O grau de processamento é menor, a integridade se mantém e qualidade nutricional é melhor. Mesmo que sejam embalados em plástico, que ambientalmente não é adequado. Precisamos lembrar da importância também da necessidade de descartar esse plástico corretamente, para reciclagem”.

Cada vez mais comuns , os alimentos a vácuo também são apelos de facilidade no nosso dia a dia. A nutricionista explica que como aspecto positivo, eles têm pouco processamento e por esse aspecto. Porém, são cozidos no plástico, que pode liberar substâncias cancerígenas como o bisfenol.

É preciso ficar atento se a embalagem é livre desse composto. Já há no mercado opções com a inscrição BPA-free, ou seja, livre de bisfenol A.

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