Operação Covid: fiscalização do MP-AP resulta em prisões, interdição e multa de estabelecimentos comerciais neste fim de semana

A Operação Covid-19, de fiscalização do cumprimento das medidas sanitárias para evitar a proliferação do coronavírus e verificar a efetividade dos Decretos Estadual e Município de Macapá, teve continuidade nos dias 23, 24 e 25. As equipes, sob a coordenação da promotora de Justiça e coordenadora do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MP-AP), Andréa Guedes, com o apoio do Núcleo de Inteligência do Ministério Público (NIMP), inspecionaram diversos bares, restaurantes e pontos comerciais, como mercantis e distribuidoras de bebidas.

As forças de Segurança Pública se dividiram em duas equipes para fiscalizar regiões da capital. Durante a fiscalização, ocorreram flagrantes de aglomerações, pessoas sem uso de máscara, estabelecimentos funcionando fora do horário permitido e identificação de festas clandestinas. Algumas pessoas foram presas em flagrante, delito com base no Art. 268 do Código Penal e na Lei Federal n. 13.979 de 2020.

Os locais foram multados pela equipe de fiscalização em virtude do descumprimento do decreto, uma vez que estavam funcionando além do horário permitido e excediam o limite máximo de 50% de ocupação, causando aglomeração de pessoas e sem seguir os protocolos de segurança estabelecidos.

Na sexta-feira (23), a equipe constatou aglomeração e excesso de lotação em cinco estabelecimentos da Zona Sul, todos os gerentes foram multados e dois bares foram interditados. Uma hamburgueria localizada no Centro também foi multada, desta vez por funcionar além do horário permitido. Na mesma ação foi dispersada aglomeração de pessoas na Rua Pedro Lazarino no bairro Buritizal.

Ainda na sexta-feira, atuando na Zona Norte e em parte Central, a operação realizou duas notificações e duas multas em quiosques da Praça do Coco e um som foi apreendido. Um comércio foi fechado no bairro Novo Horizonte.

Já no sábado (24), a fiscalização começou por estabelecimentos em partes do Centro e na Zona Sul de Macapá. Quiosques da Praça do Coco foram fechados e pessoas foram dispersas por aglomeração, assim como na Avenida Tupis, próximo ao canal das pedrinhas e na Orla do Santa Inês, mas sem autuação. Já um boteco situado na Rua Jovino Dinoá foi autuado e fechado por descumprir a lei.

No mesmo dia também houve a averiguação da concentração de carros de som na segunda arena do bairro Zerão, que iriam para uma festa clandestina. Apenas três carros foram encontrados, sem som alto, também houve outra averiguação na Zona Sul, mas não foi confirmada. Na Duca Serra houve a tentativa de averiguação de uma festa clandestina, mas não foi possível pelo difícil acesso. A festa foi confirmada em registros.Na noite de sábado, desta vez na Zona Norte, um estabelecimento localizado no bairro Pacoval, foi multado pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semam) no valor de R$ 1,5 mil e notificado pela SVS por estar funcionando sem a documentação necessária, bem como outro estabelecimento no bairro São Lázaro, que tomou multa de R$ 3 mil. Apenas um estabelecimento, localizado na rodovia do Curiaú, estava funcionando fora do horário permitido e foi orientado a fechar. Outros 3 encontros entre pessoas que ingeriam bebida alcoólica em via pública foram dispersados. Os participantes foram apenas orientados. Na mesma noite, em uma festa clandestina no Loteamento São José, 23 participantes foram conduzidos até a delegacia por descumprimento do decreto municipal no quesito aglomeração, Lei Seca, toque de recolher e não utilização de máscaras, mas, logo em seguida foram dispensados.

No domingo (25) o comboio se deslocou ao Distrito da Fazendinha, onde se constatou descumprimento dos decretos municipal e estadual, que proíbem aglomeração de pessoas e lotação de mais de 50% em restaurantes. No local, um restaurante foi autuado e, seguidamente, as equipes da Seman e da SVS o autuaram e multaram em R$ 2.000,00 (dois mil reais). Ainda, algumas pessoas que estavam na praia foram dispersadas.

Na mesma ação, as equipes seguiram até a orla do Araxá, mas o local estava tranquilo e sem aglomerações, assim como a praça Beira-Rio e a Orla do Santa Inês. No Canal do Jandiá, as equipes se depararam com aglomeração, descumprimento ao decreto, pessoas bebendo nos logradouros e sem a utilização de máscaras de proteção, diante disso, foi feita a dispersão dos indivíduos.

Durante a noite de domingo, na Zona Norte, houve a dispersão de pessoas aglomeradas no Curiaú, no Balneário do Terra Nova e atendimento de denúncia de aglomeração na Rua Francisco Xavier das Chagas, no bairro Jardim Felicidade II. No local, apenas o som estava em volume alto e o morador imediatamente atendeu o pedido da equipe e diminuiu o volume. Não foi constatada aglomeração no local.Ação contínuaO MP-AP faz parte de uma força-tarefa, composta pelas forças de segurança do Estado e equipes de vigilância do Estado e Município de Macapá e Santana, que foi criada para intensificar a fiscalização de aglomerações e demais práticas de descumprimento dos decretos Estadual e dos Municípios de Macapá e Santana, para combater o avanço da Covid-19 nas duas cidades mais populosas do Estado.Serviço:Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Amapá

Serviço:

Gerente de Comunicação – Tanha Silva
Núcleo de Imprensa
Texto: Elton Tavares

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