Macapá celebra 268 anos de história, cultura e identidade amazônica
Entre o Rio Amazonas e a Linha do Equador, a cidade reafirma sua força cultural e criativa
Neste dia especial, Macapá completa 268 anos reafirmando sua força, diversidade e beleza singular no coração da Amazônia. Única capital brasileira cortada pela Linha do Equador, a cidade carrega em seu território muito mais do que uma posição geográfica privilegiada: carrega histórias, saberes, ritmos e vozes que constroem diariamente sua identidade.
A cultura macapaense pulsa no marabaixo e no batuque, nas rodas de samba, nas festas tradicionais, nas cores das manifestações populares e na fé que move comunidades inteiras. É uma cidade onde a ancestralidade afro-amazônica dialoga com o presente, mantendo vivas tradições que atravessam gerações e resistem ao tempo.

Macapá também é terra de artistas e criadores. Músicos como Patricia Bastos, Zé Miguel, João Amorim, cantores, poetas como Pat Andrade, Carla Nobre, Mauro Guilherme e Joãozinho Gomes, escritores como Fernando Canto, Paulo Tarso, Alcy Araújo e Mary Paes, artesãos, fotógrafos como Chico Terra, Aog Rocha, Floriano Lima e Flávio Cavalcante, cineastas como Rayane Penha, Rodrigo Aquiles e Bruce Arraes, e produtores culturais como Andreia Arte da Pleta, que transformam o cotidiano em arte, projetando a cidade para além de suas fronteiras. Na literatura, nas artes visuais e na música, Macapá se afirma como um território fértil de narrativas próprias, que contam a Amazônia a partir de quem vive nela.

Entre seus principais cartões-postais, a cidade encanta com a Fortaleza de São José de Macapá, símbolo de resistência e memória histórica; o Marco Zero do Equador, que marca o encontro dos hemisférios; o Trapiche Eliezer Levy, de onde se contempla o majestoso Rio Amazonas; além do Museu Sacaca, Curiaú e espaços culturais que fazem parte da vida cotidiana da população.

Mais do que prédios e paisagens, Macapá é feita de gente. De trabalhadores, estudantes, mestres da cultura popular, jovens criadores e sonhadores que constroem, todos os dias, uma cidade viva, plural e cheia de possibilidades.

Celebrar os 268 anos de Macapá é reconhecer sua trajetória, valorizar sua cultura e reafirmar o compromisso com um futuro que respeite sua história, fortaleça seus artistas e preserve sua identidade amazônica. Parabéns, Macapá, cidade do meio do mundo, de braços abertos para o rio e para o amanhã.

