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PF investiga desvios de recursos em obras no Tocantins

O objetivo é desarticular organização criminosa que desviava recursos públicos de obras de implantação e recuperação de estradas vicinais em projetos de assentamento

Por Redação, com ABr – de Brasília:

A Polícia Federal, o Ministério da Transparência, Fiscalização e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram nesta segunda-feira a Operação Rota 26. O objetivo é desarticular organização criminosa que desviava recursos públicos de obras de implantação e recuperação de estradas vicinais em projetos de assentamento de municípios do Tocantins.

Cerca de 90 pessoas, entre policiais federais e auditores da CGU, cumpriram 21 mandados de busca e apreensão e 18 de condução coercitiva. O prejuízo estimado é cerca de R$ 1,5 milhão.

De acordo com a controladoria, foram constatadas irregularidades como deficiência na elaboração de projetos de engenharia. Impropriedades no acompanhamento e fiscalização de obras; sobreposição de projetos para um mesmo trecho. Serviços não executados e pagos; e obras executadas fora da área dos assentamentos ou fora da área de acessos a estes.

Projetos

Os projetos, segundo o órgão, eram executados e fiscalizados pela Superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária do Estado (Incra). “Os desvios contavam com a participação de servidores públicos do Incra. Agentes municipais, empresários, ex-servidores e ex-prefeitos”. Informou a controladoria, por meio de nota.

O nome da operação é uma alusão à lendária estrada norte-americana que foi desativada. Em razão do surgimento de estradas mais modernas. O número 26 é mencionado para identificar a Superintendência Regional do Incra no Estado do Tocantins (SR-26).

Fraudes na UFPR

Na terceira fase da Operação Research, investiga o desvio de R$ 7,3 milhões na Universidade Federal do Paraná (UFPR), a Polícia Federal (PF) cumpriu na sexta-feira 19 mandados. A ação foi realizada em conjunto com a Controladoria-Geral da União e o Tribunal de Contas da União.

Cerca de 48 policiais e auditores dos três órgãos cumpriram 18 mandados de condução coercitiva e um de busca e apreensão. A operação aconteceu em Curitiba e São José dos Pinhais, no Paraná; em Campo Grande e em Corumbá, no Mato Grosso do Sul; e em Natal, no Rio Grande do Norte.

Segundo o despacho do juiz Marcos Josegrei da Silva, da 14ª Vara Federal de Curitiba. A investigação visa a combater “fraudes em pagamentos realizados no período de 2013 até, ao menos, 2016”.

O esquema beneficiou 27 pessoas que, mesmo sem qualquer vínculo com a universidade. Eles recebiam as bolsas a título de Auxílio a Pesquisadores, Bolsa de Estudo no País e Bolsa de Estudo no Exterior.

Investigação

As 27 pessoas beneficiadas pela fraude receberam quantias que variam entre R$ 17 mil e mais de R$ 700 mil ao longo do tempo em que o esquema funcionou. Segundo a investigação, os envolvidos utilizavam o dinheiro para adquirir jóias e roupas e pagar honorários advocatícios. Ou simplesmente depositavam os valores em contas bancárias de amigos e parentes.

Nas duas fases anteriores da Operação Research foram expedidos 33 mandados de prisão temporária. A primeira e a segunda fase foram deflagradas nos dias 15 de fevereiro e 3 de março, respectivamente.

 

Correio do Brasil

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