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Israel ataca base militar na Síria, onde armas químicas eram desenvolvidas

O governo da Síria censurou o ataque, afirmando que pode “haver perigosas repercussões dos atos hostis sobre a segurança e a estabilidade da região”

Um avião de caça de Israel fez um ataque aéreo contra uma área militar da Síria, em Masyaf, na região de Hama, nesta quinta-feira (7), segundo anunciou o exército sírio em nota oficial. De acordo com o governo local, dois soldados morreram durante a ofensiva.

O governo da Síria censurou o ataque israelense, afirmando que pode “haver perigosas repercussões desses atos hostis sobre a segurança e a estabilidade da região de Hama”. A nota divulgada hoje também informa que o ataque aconteceu a partir do espaço aéreo do Líbano, país vizinho ao atacado, por volta das 2h42 locais. Ainda de acordo com a nota, jatos israelenses F-16 causaram danos materiais perto de Masyaf, no noroeste do país, perto da fronteira com o Líbano.

Segundo as autoridades militares sírias, o bombardeio realizado na madrugada desta quinta-feira também demonstra um suposto apoio de Israel ao Estado Islâmico – uma vez que o bombardeio aconteceu pouco depois de “os militares sírios conseguirem importantes vitórias contra o grupo terrorista”.

“Esta agressão é uma tentativa desesperada de aumentar o moral colapsado dos terroristas do Estado Islâmico após as vitórias arrebatadoras alcançadas pelo exército árabe sírio contra o terrorismo, em mais de uma frente. E afirma o apoio direto da entidade israelense ao EI e outras organizações terroristas”, apontou o exército de Bashar al-Assad no comunicado.

Por outro lado, fontes do Observatório Sírio para Direitos Humanos, que fica em Londres, afirmam que o ataque atingiu um centro de estudos e pesquisas voltado para a produção e desenvolvimento de armas químicas, biológicas e nucleares. Informação que também foi confirmada pelo ex-conselheiro israelense de segurança nacional, Yaakov Amidror, que disse que o local atacado era um dos centros de desenvolvimento militar do regime de Bashar al-Assad, onde são produzidos mísseis e, no passado, armas químicas.

As Forças de Defesa de Israel não quiseram comentar sobre o assunto. O bombardeio de hoje, realizado por Israel, é o primeiro desde que os Estados Unidos e a Rússia fecharam um acordo em que criaram uma área de redução de ações militares na Síria. Também marca um novo nível de envolvimento do país na guerra civil síria, que acontece há mais de seis anos.

“É a primeira vez que o alvo é uma instalação formal da Síria, não apenas um armazém, mas um centro de pesquisa e desenvolvimento e [produção]”, destacou Amidror.

*Com informações da Agência Ansa e CNN
Fonte: Último Segundo – iG 

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