Celulares não fazem mal à sua saúde (mesmo)

A ciência comprova, mais uma vez, que não há motivos para acreditar que seu dispositivo móvel é responsável por causar câncer

Para que o assunto seja esclarecido de vez por todas, a Food and Drug Administration (FDA), órgão de vigilância sanitária dos Estados Unidos, encomendou uma série de estudos sobre os efeitos das ondas de rádio emitidas por smartphones nas células humanas. E aí vai um spoiler: sim, os celulares legalmente comercializados são dispositivos seguros para nossa saúde.

Para realizar as pesquisas, o órgão regulador norte-americano não se ateve a modelos ou marcas de celulares, mas a dispostivos que tivessem um padrão de emissão elevado de radiação.

Ratos e camundongos serviram de cobaias do estudo e foram divididos em três grupos: aqueles que foram exposto às ondas de rádio durante nove horas diárias ao longo de dois anos; outro que foi colocado em contato com as ondas eletromagnéticas por 18,5 horas diárias durante dois anos; e um último, isento de qualquer exposição.

Quando analisados, nenhum dos grupos apresentou traços de tumor cerebral. Porém, algo curioso apareceu. Os cientistas avistaram nos ratos machos expostos à radiação um pequeno crescimento de tumores no coração, ao contrário das fêmeas, que permaneceram saudáveis. Esse tumor afetava diretamente o tecido nervoso próximo ao coração desses animais. Contudo, essa condição, classificada como rara, não acomente seres humanos.

Outro fato estranho é que os ratos que foram expostos às ondas de rádio viviam, em média, mais tempo do que os ratos protegidos da radiação. Segundo cientistas, isso pode ser apenas uma coincidência ou, talvez, um indício de que as ondas eletromagnéticas ajudam a reduzir inflamações em ratos – e somente em ratos, pois esse é outro caso que só foi identificado em roedores.

Algumas das cobaias, inclusive, apresentaram danos em suas células de DNA. Contudo, os pesquisadores não sabem dizer se foram as ondas de rádio que causaram a irregularidade.

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