Marielle foi perseguida por quatro quilômetros antes de ser morta a tiros

Os indícios apontam para uma execução. A vereadora denunciava ações de abusos policiais nas favelas cariocas

A Polícia Civil do Rio acredita que os assassinos seguiram a vereadora Marielle Franco desde quando ela saiu de uma roda de conversa intitulada “Jovens Negras Movendo Estruturas”, na Lapa, no Centro do Rio de Janeiro. Ela pode ter sido perseguida por cerca de quatro quilômetros. Segundo a investigação, Marielle não tinha o hábito de andar no banco de trás do veículo, que tem filme escuro nos vidros. Na noite desta quarta, no entanto, ela estava no banco traseiro quando o crime ocorreu, o que seria mais uma prova de que os assassinos estavam observando a vítima há algum tempo.

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Segundo a polícia, os disparos foram efetuados a cerca de dois metros do carro das vítimas, quando um outro automóvel, um Cobalt prata, emparelhou. Além de Marielle, o motorista Anderson Pedro Gomes também foi baleado e morreu. A perícia constatou que os tiros, nove ao todo, entraram pela parte traseira do lado do carona, onde Marielle estava sentada, e três disparos acabaram atingindo o motorista.

De acordo com a Divisão de Homicídios, o atirador seria experiente e sabia o que estava fazendo. Os assassinos usaram uma arma 9 mm para executar o crime. Policiais da Divisão de Homicídios fazem diligência nas ruas em busca de imagens de câmeras de segurança que possam esclarecer a morte de Marielle Franco. A perícia encontrou nove cápsulas de tiros no local. Os criminosos fugiram sem levar nada.

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