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Novo teste promete identificar coronavírus com mais segurança

Método não exige que profissional de saúde tenha contato com paciente na hora de colher amostra de secreção

Um novo tipo de teste para identificar o SARS-CoV2, coronavírus que causa a covid-19, pode ajudar a aumentar a capacidade de exames realizados no Brasil por ter uma coleta mais simples da amostra, além de garantir mais segurança aos profissionais da saúde.

O método, chamado de RT-LAMP (amplificação isotérmica mediada por loop de transcrição reversa, na sigla em inglês), para o SARS-CoV2, foi lançado recentemente pelo laboratório brasileiro Mendelics em parceria com o Hospital Sírio-Libanês.

Diferente do exame usado até então para detectar o vírus na fase aguda, o RT-PCR, que utiliza uma espécie de cotonete (swab) para retirar secreção da nasofaringe, o RT-LAMP possibilita a coleta da amostra por meio da saliva, depositada pelo próprio paciente em um tubo.

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Segundo o laboratório, o resultado pode ser processado em apenas uma hora e, na fase de desenvolvimento, não foram identificados falsos positivos, o que indicaria uma especificidade de 100%. No entanto, isso ainda é passível de revisão.

Por não precisar de novos equipamentos, esse método poderia ampliar a capacidade de testagem de laboratórios públicos e privados. Isto porque a disponibilidade de kits, incluindo os swabs, são uma limitação logística para o aumento dos exames no Brasil.

Atualmente, o RT-PCR exige que um profissional de saúde faça a coleta, o que os expõe a maior risco diariamente, já que existe contato direto com o paciente.

A Mendelics afirma que o teste possui a maior capacidade de processamento em relação a outros em uso no país e tem um custo menor: cerca de R$ 95.

Neste momento, 50 mil exames deste tipo estão sendo realizados pelos desenvolvedores em um projeto piloto.

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