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Julho Amarelo: campanha alerta sobre a prevenção e tratamento das hepatites

Diagnóstico e tratamento precoces, ambos disponibilizados de forma gratuita pelo SUS, são essenciais para prevenir complicações da doença.

Claudia Cavalcanti

O Julho Amarelo é o mês dedicado para o alerta e prevenção das hepatites – um grupo de doenças que provocam inflamação do fígado e as mais frequentes são as virais. O diagnóstico e tratamento precoces, ambos disponibilizados de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS), são essenciais para prevenir complicações da doença.

O infectologista Rafael Darwich, explica que não tem como diferenciar se é hepatite A, B ou C apenas através dos sintomas, é necessário procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e realizar o teste rápido.

Os principais sintomas, além da já conhecida icterícia (pele e olhos amarelados), incluem cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dores abdominais, urina escura e fezes claras.

“As hepatites B e C são doenças silenciosas, então podem até ter sintomas parecidos com a hepatite A no início, mas a maioria das vezes o paciente não percebe que está com doença, o que pode ir destruindo o fígado, e no futuro causar cirrose hepática além de aumentar as chances de câncer no fígado”, disse Darwich.

Tipos

O tipo A, mais comum no Brasil e na região norte, está associada à ingestão de água ou de alimentos contaminados. Dificilmente evolui com gravidade e é combatido pelo próprio organismo, não existindo um tratamento específico. Pode ser prevenido através da vacina de dose única disponibilizada de forma gratuita para crianças a partir dos 15 meses até 5 anos.

As hepatites B e C são transmitidas através de contato com materiais cortantes/perfurantes não esterilizados como tesouras e alicates de unhas, compartilhamento de seringas e agulhas além do contato sexual desprotegido, sem o uso de preservativo.

O tipo C tem índice de 90% de cura dos pacientes submetidos ao tratamento. Já o tipo B, apesar de não ter cura, através do uso da medicação para controle da carga viral e acompanhamento clínico com um infectologista, o paciente poderá ter uma vida normal.

É importante lembrar que o tipo B possui vacina disponível e gratuita para todas as faixas etárias nas UBSs. A vacina é dada em 3 doses respeitando um intervalo de tempo entre as mesmas.

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Tratamento

Em caso de confirmação dos tipos B e C, o paciente é encaminhado para o Centro de Referência em Doenças Tropicais (CRDT), em Macapá.

De janeiro a 15 de julho de 2020, foram registrados 16 casos de hepatite B e 16 casos do tipo C da doença. Atualmente o CRDT tem 1.247 usuários cadastrados que fazem acompanhamento gratuito na unidade, com dispensação de medicamentos e acompanhamento da carga viral do paciente.

“Quanto mais rápido o diagnóstico do tipo de hepatite, maiores são as chances de cura ou, dependendo do tipo, diminuição das sequelas. O paciente que procura logo o diagnóstico terá poucos impactos na vida dele e terá a carga viral controlada, ou seja, não será um transmissor da doença”, finalizou Rafael.

Portal GEA AP

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