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Igreja Católica no Amapá se prepara para o Congresso Eucarístico Diocesano

O Congresso Eucarístico Diocesano com o tema “Eucaristia: Pão da unidade, alimento da missão” será realizado pela Igreja Católica nos dias 28 e 29 de maio, tendo em vista o 17º Congresso Eucarístico Nacional, que ocorrerá em Belém (PA) em agosto. No primeiro dia, às 19 horas, haverá missa e adoração ao Santíssimo Sacramento em todas as paróquias. No segundo, missa solene, no Sambódromo, seguida de procissão até a Igreja Nossa Senhora da Conceição.
O objetivo é propiciar aos católicos um momento privilegiado para a manifestação da própria fé na presença viva de Jesus Cristo na Eucaristia, com o objetivo de aprofundá-la e vivê-la na prática do amor ao próximo.
A preparação da grande festa eucarística está sendo coordenada por uma equipe designada pelo bispo diocesano, dom Pedro José Conti. Desde agosto de 2015, os voluntários trabalham na organização do evento, com a estimativa de 30 mil participantes, entre capital e interior.
Nesta sexta-feira, 21, haverá ensaio no sambódromo, às 16 h, para as equipes de acolhida, ministros da sagrada comunhão, coroinhas, e demais equipes que trabalharão no congresso.

O que é um Congresso Eucarístico?
“É uma grande reunião de fiéis católicos ao redor da Eucaristia. Nós católicos acreditamos na presença real de Jesus na Eucaristia, conforme as suas palavras: ‘Isto é o meu Corpo, este é o meu Sangue’, pronunciadas na última ceia, com a ordem: ‘Fazei isto em memória de mim’”, explica dom Pedro José Conti.
De acordo com o bispo, desde o seu início, a Igreja Católica celebra a Santa Missa, fazendo sempre a memória desse gesto e dessas palavras de Jesus; guarda a Eucaristia não consumida durante a Missa num Sacrário inviolável e desenvolve, também, momentos de adoração e piedade eucarística.
A fé católica ensina que o pão e o vinho – espécies que Jesus escolheu como matéria da Eucaristia – após as palavras pronunciadas pelo padre católico sobre elas, apesar de manter as suas aparências naturais, tornam-se o Corpo e o Sangue de Jesus e, como tais, são consumidas pelos fiéis.
Ao entregar a Eucaristia, os padres, ou os ministros autorizados, proclamam: – O Corpo e o Sangue de Cristo! – e o cristão ao receber o pão ou as duas espécies juntas responde: – Amém- ou seja: acredito, esta é a minha fé!
Quem torna possível a “transubstanciação” [transformação de uma substância na outra] do pão e do vinho no Corpo e no Sangue de Jesus é o Espírito Santo, que o padre católico invoca em nome da assembleia reunida na mesma fé. Para isso, também o padre deve ser validamente ordenado com rito sacramental próprio, e isso garante a absoluta comunhão com a fé de toda a Igreja, que em tantos lugares do mundo celebra esta mesma fé e faz a mesma memória do único Senhor Jesus, morto e ressuscitado, salvador da humanidade.
A Missa não é, de modo algum, um ritual mágico ou a manifestação de algum poder oculto ou desconhecido, é um momento de manifestação pública de uma crença transmitida de geração em geração, em obséquio e obediência às palavras de Jesus que mandou manter viva a sua memória, “até a sua volta”.
Um Congresso Eucarístico é, então, um momento privilegiado com o qual os católicos manifestam a própria fé na presença viva de Jesus Cristo na Eucaristia. Cada congresso exige preparação, solenidade, máximo respeito e devoção à Jesus nas espécies do Pão e do Vinho eucarísticos. A duração de um congresso depende da organização. São organizados Congressos Eucarísticos em nível internacional, nacional, diocesano e até paroquial, quando achar oportuno. No nosso caso, teremos o Congresso Eucarístico Nacional em Belém, no mês de agosto, comemorando os 400 anos do início da evangelização na Amazônia e terá a duração de uma semana. Como Diocese de Macapá, optamos por celebrar antes o Congresso Eucarístico Diocesano, com a duraç&ati lde;o de uma noite de sábado e uma manhã de domingo, levando em conta as dimensões da nossa Diocese.
Os momentos mais altos dos congressos são, evidentemente, as celebrações das Missas. De maneira especial, a Missa de abertura e a Missa de encerramento, à qual segue uma grande procissão eucarística. O povo leva a espécie do Pão consagrado, a Hóstia Santa, guardada numa custódia própria chamada de ostensório, pelas ruas da cidade. A procissão é, ao mesmo tempo, um gesto de fé e de bênção pela cidade. Com efeito, como é lembrado em toda Missa, o pão e o vinho, que se tornam o Corpo e o Sangue de Jesus, são dons da bondade de Deus, fruto da terra e do trabalho humano. Representam o alimento necessário – o pão de cada dia – a alegria de estar juntos, mas também o sacrifício da existência humana – o vinho. Nada de verdadeiramente humano é alheio à fé cristã, já que o próprio Jesus, o Filho de Deus, assumiu plenamente a condição humana. A Procissão se conclui com uma bênção solene e o compromisso de todos a testemunhar com a própria vida um pouco do mesmo amor com o qual o Cristo Jesus nos amou.

Graça Penafort/ Pascom

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