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Ministro da Educação é acusado de tentar cercear “liberdade acadêmica”

Mendonça Filho (DEM) tentou barrar a realização da disciplina sobre o “golpe de 2016” na Universidade de Brasília

Uma disciplina facultativa tem dado o que falar na Universidade de Brasília. Com início das aulas no dia cinco de março, o professor titular do Instituto de Ciência Política da UnB, Luis Felipe Miguel, vai ministrar por um semestre, das vezes por semana, curso com o tema “O golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil”.

Nele, o professor pretende analisar com seus alunos os “elementos de fragilidade do sistema político brasileiros” que permitiram “deposição da presidente DIlma Rousseff”, investigar o que a “agenda de retrocessos” do governo Temer diz sobre a relação entre as desigualdades sociais e o sistema político”, e estudar os desdobramentos da crise e as “possibilidades de reforço da resistência popular”.

Com esse tema, em uma universidade federal, já era de se esperar que suscitasse reações adversas vindas do governo. Ela veio por meio do Ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM/PE). Ele solicitou à Advocacia-Geral da União, ao Tribunal de Contas da União e ao Ministério Público Federal a apuração de improbidade administrativa, que é a prática de um ato ilegal por agente público, por parte dos responsáveis pela criação da disciplina, conforme publicou em sua conta no Twitter.

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