Aumento médio da conta de energia pode passar dos 25%

Agência reguladora reconhece que índice é alto e que é preciso melhorar o sistema tarifário

JULIANA GONTIJO

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) propôs nesta terça-feira (6) um reajuste médio de 25,87% nas tarifas da Cemig-D. Para consumidores conectados à alta tensão, como as indústrias, o aumento seria de 34,41%. Para a baixa tensão (residências e comércio em geral), a alta seria de 22,73%. O percentual assustou os consumidores. Nas ruas, muitos argumentaram que os reajustes dos salários não chegam nem perto deste patamar.

Para a cuidadora de idosos Daniele Silva, o gasto com energia é o que mais pesa no orçamento doméstico. “Na minha casa, são quatro pessoas. A conta de luz fica em torno de R$ 350”, diz. Para ela, aumento na tarifa de eletricidade é pior que quando a comida encarece. “Se um alimento fica mais caro, a gente procura uma alternativa, troca por outro. Já a economia com energia tem um limite. Além disso, o meu salário não acompanha. Esse percentual é muito alto”, frisa.

A proposta diz respeito ao quarto ciclo de revisão tarifária da Cemig, processo que é feito de quatro em quatro anos com o objetivo de manter o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos de concessão. Todos os itens que compõem a tarifa aumentaram.

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Um comentário em “Aumento médio da conta de energia pode passar dos 25%

  • junho 26, 2018 em 12:40 pm
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    É absurdo o aumento de tarifa no Amapá! Temos um sistema de fiação caótico e antiquado, que atrapalha o trânsito, arrebenta, causa acidentes, e o qual já deveria ter começado a migrar para o sistema subterrâneo, que possui manutenção mais barata e mais segura, e assim não teríamos tantos acidentes, inclusive com mortes, como nos últimos meses. Além disso, temos uma das piores continuidades e estabilidade de distribuição de energia, quase todas as casas já tiveram no mínimo uma lâmpada queimada após uma queda de energia, senão aquelas que tiveram prejuízos enormes com eletroeletrônicos, e não conseguem reaver os valores devido à burocracia. Junte-se a isso a péssima iluminação pública, inexistente em diversos pontos da cidade, mas sempre presente nas contas dos amapaenses. Quem mora afastado da capital ainda sofre com a falta de energia em certas horas do dia, dependendo da localidade. Por fim há o ridículo fato de que uma enorme parcela da população simplesmente não paga a luz, mas dispõe de todo tipo de eletrodoméstico, o que certamente não o enquadraria como baixo consumo. Sem falar dos que simplesmente não possuem medidor e ninguém fiscaliza. Mas alguém paga essa conta, e esse alguém é o consumidor regular, que sofre com bandeiras vermelhas por “falta de água nas hidroelétricas”! Justo os amapaenses que possuem 4 delas, mas que nada fica da energia aqui. Os representantes da Aneel ainda vem afirmar publicamente que o objetivo é reverter os problemas financeiros das distribuidoras, ou seja, nós vamos desembolsar a grana para bancar o resultado da má administração das companhias. É simplesmente absurdo! Todos esses reajustes devem ser suspensos o quanto antes, e a população deve começar a acordar pra esse fato!

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