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Barragens põem vidas em risco também no Amapá

A Assembleia Legislativa do Amapá (Alap) aprovou, em caráter de urgência, o requerimento que solicita ao Corpo de Bombeiros Militar do Estado todas as informações sobre a fiscalização feita nas barragens. A decisão foi tomada nesta terça-feira (12), durante a segunda sessão ordinária da nova legislatura.

De acordo com o autor da propositura, deputado Charly Jhone (PR), os dados irão permitir aos legisladores ter conhecimento da real situação sobre as condições do reservatório. “Fico imaginando se eu morasse próximo a uma barragem, estaria, completamente, apavorado”, revelou o republicano.

O pedido teve o apoio de todo o Parlamento e foi visto de grande importância, e que não pode ser adiado. “Precisamos de todas as informações sobre as fiscalizações feitas pela própria Defesa Civil. Elas são cruciais para que tenhamos condições de analisarmos se a barragem oferece ou não risco de rompimento, como é feita a manutenção do espaço, se a inclinação está correta, questão do peso que a barragem suporta. Sem estes dados, não temos como saber qual a real situação”, esclareceu o deputado.

Um dos quesitos levantados pelo autor da matéria é quanto a um plano de evacuação. “Precisamos ter em mãos todas os detalhes, como, por exemplo, se a barragem estourar, há um caminho para o rejeito ou a água seguir? Vai para dentro do vilarejo? Para onde ela vai? Vai provocar algum acidente ambiental ou não? São perguntas que necessitam rapidamente de respostas”, questionou Charly Jhone.

Outro deputado a se posicionar sobre o assunto foi o líder da oposição, Paulo Lemos (Psol). Ele pediu a inclusão, no mesmo requerimento, para que o Corpo de Bombeiros Militar informe se a empresa instalou sirenes de emergências nas chamadas “zona de altossalvamento”, regiões que podem ser atingidas por uma possível inundação pelo rompimento de uma barragem, conforme determina lei estadual sancionada pelo Governo do Amapá.

A preposição solicita ainda informações sobre o Porto Flutuante da Zamin, que foi parar no fundo do rio Amazonas, na madrugada desta terça-feira (12), no município de Santana. Toda essa preocupação do Parlamento é para prevenir possíveis rompimentos de barragens, como aconteceu no município de Brumadinho, região Metropolitana de Belo Horizonte. Até então, o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais já confirmou 165 pessoas mortas e 155 ainda estão desaparecidas.

Texto: Emerson Renon

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