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Levantamento aponta caça de 95 peixes-boi em reservas na Amazônia em dois anos

Pesquisadores do Instituto Mamirauá conseguiram registrar a ocorrência da caça de 95 peixes-boi-amazônico, entre janeiro de 2017 e abril deste ano. O levantamento foi realizado nas reservas de desenvolvimento sustentável Mamirauá e Amanã, localizadas na região do Médio Solimões, na Amazônia Central.

Integrante do Grupo de Pesquisa em Mamíferos Aquáticos do Instituto Mamirauá, Hilda Chávez diz que o levantamento traz dados obtidos a partir de conversas com os próprios pescadores e relatos de Agentes Ambientais Voluntários que atuam nas unidades de conservação.

A caça do animal é proibida há mais de 50 anos, mas ainda é uma prática muito comum, geralmente relacionada a subsistência nas comunidades.

No entanto, a pesquisadora destaca que alguns caçadores fazem a captura em lugares remotos, onde há maior concentração de animais e pouca fiscalização. Com logística para transportar mais de um animal, esses caçadores levam a carne do animal para vender em mercados e feiras.

Os pesquisadores investem na educação ambiental com foco nas novas gerações e na sensibilização das comunidades como forma de reduzir a caça do peixe-boi.

Entre os apelos feitos aos ribeirinhos, está o fim do uso de filhotes que ficam presos nas redes de pesca para atrair as fêmeas lactantes, o que aumenta o risco da reprodução da espécie, de acordo com a pesquisadora Hilda Chávez.

Os resultados levantados no estudo do Instituto Mamirauá foram divulgados no 16º Simpósio sobre Conservação e Manejo Participativo na Amazônia, em julho.

EBC

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