As fissuras da barreira de áreas protegidas

Vandré Fonseca

Manaus, AM — O Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) identificou 2.552 áreas desmatadas no interior de áreas protegidas da Amazônia ou em um raio de 10 quilômetros no entorno, em 2017. Os dados fazem parte de uma série de estudos divulgados esta semana sobre ameaças e pressões sobre unidades de conservação e terras indígenas.

Os estudos descrevem condições que contribuem para esse desmatamento, classificado como ameaça quando está no entorno da área protegida ou pressão quando ocorre dentro dos limites de uma unidade de conservação ou terra indígena. Por enquanto, três edições disponíveis, uma com dados gerais de desmatamento e outras que tratam de estradas não oficiais e de Cadastros Ambientais Rurais (CAR).

Na primeira, são analisadas áreas desmatadas identificadas pelo Prodes, de onde saem as taxas oficiais de desflorestamento divulgadas pelo governo brasileiro. A notícia boa é que o número de polígonos desmatados dentro ou no entorno de áreas protegidas diminuiu 26% em relação a 2016, quando foram registradas 3.040 ameaças. Mas os pesquisadores ainda demonstram preocupação.

O engenheiro ambiental Antônio Victor Fonseca, um dos autores do estudo, destaca que, embora dados de desmatamento tenham indicado uma redução no ano passado, a participação das áreas protegidas no total de desmatamento vem se mantendo. E alerta para uma tendência preocupante: o desmatamento migrou de projetos de assentamento para unidades de conservação e terras indígenas, que entre as categorias fundiárias só são superadas pelas áreas particulares.

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