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Aneel atualiza tarifa de energia elétrica do Amapá

05/02/2015 – A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou, em reunião pública realizada na terça-feira (03/02), o reajuste tarifário de 2014 da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA). O percentual para a tarifa residencial ficou em média 21,25% mais cara.

Segundo a Aneel, o reajuste é referente a 2014, quando não foi permitida a aplicação pela CEA, porque a Companhia estava inadimplente com o pagamento de encargos do setor elétrico. O reajuste passará a valer a partir da publicação no Diário Oficial da União.

Ao calcular o reajuste, a Agência considera a variação de custos que a empresa teve no ano. O cálculo inclui custos típicos da atividade de distribuição, sobre os quais incide o IGP-M, e outros custos que não acompanham necessariamente o índice inflacionário, como energia comprada, encargos de transmissão e encargos setoriais.

Além dos consumidores residenciais, a Aneel definiu em 8,82% a variação média do percentual de reajuste para os consumidores de alta tensão.

Durante mais de 10 anos, a CEA vinha acumulando sucessivos prejuízos, por conta de sua inadimplência com o setor elétrico. Isso impedia a concessionária de praticar qualquer reajuste em sua tarifa.

Conforme as tarifas residenciais vigentes homologadas pela a Aneel, a CEA pratica a quarta menor tarifa entre as distribuidoras no Brasil, expressa na unidade de R$ 0, 30111/kWh.

De acordo com a Diretoria Executiva da empresa, o reajuste tarifário concedido pela Aneel, reflete o nível de investimentos que estão sendo feitos pela CEA, como as obras de conexão do Amapá ao Sistema Interligado Nacional (SIN), previsto para ocorrer até o final de fevereiro.

Nessa primeira etapa, R$ 42 milhões estão sendo investidos para a interligação do Amapá. As obras de conexão do Sistema CEA com o Sistema Nacional vão trazer melhorias na qualidade da energia elétrica ao Estado, que passará a dispor de energia firme, continua e de qualidade, eliminando sua dependência de usinas térmicas movidas a óleo diesel.

Mauro Silva – Ascom/CEA

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