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Equipamentos de pesca representam 10% do plástico nos oceanos

Equipamentos de pesca representam 10% de todo o plástico que entra nos oceanos. No Brasil, há registro desse tipo de lixo em 12 dos 17 estados da costa do país.

Um estudo sobre pesca fantasma, divulgado com exclusividade para a Rádio Nacional, e produzido pela ONG Proteção Animal Mundial mostra que, todos os anos, pelo menos 800 mil toneladas de redes de pesca, linhas, anzóis, gaiolas e outros apetrechos de pesca vão parar no fundo do mar.

João Almeida, gerente de vida silvestre da ONG Proteção Animal Mundial, afirma que esses materiais foram desenhados para fazer captura, por isso, têm uma capacidade aumentada de matar e gerar sofrimento nos animais.
O gerente da ONG afirma que as redes são, de longe, o equipamento que gera os maiores problemas.

No Brasil, a estimativa é que a pesca fantasma, como é conhecida a morte de animais por equipamentos de pesca descartados, impacta 69 mil animais marinhos por dia.

A versão brasileira do estudo da ONG, chamado de “Maré fantasma”, aponta que esse lixo pesqueiro é encontrado principalmente nas regiões sudeste e sul.

O relatório destaca que a morte por equipamentos descartados nas águas do país põe em risco espécies em extinção, como as tartarugas-oliva, no Rio Grande do Norte, os botos cor-de-rosa, no Amazonas, as baleias jubarte na Bahia e a garopa na região sul.

Segundo a Proteção Animal Mundial, a atividade pesqueira marinha e estuarina tem grande importância social e econômica no Brasil, tanto na produção de alimentos como na geração de emprego.

João Almeida fala sobre o impacto para comunidades tradicionais por causa desse tipo de lixo.

O grande volume de equipamento de pesca descartado nas águas fez com que a ONG – passasse a monitorar as principais empresas de pesca do mundo.

O segundo ano de divulgação do relatório mundial contou, pela primeira vez, com o acompanhamento de duas empresas brasileiras: a Camil – responsável pelas marcas Coqueiro e O Pescador – e o Grupo Calvo – detentor da marca Gomes da Costa.

Segundo a pesquisa, nenhumas das duas empresas conta com projetos sólidos para enfrentar o problema de equipamentos de pesca perdidos ou descartados nos oceanos.

A ONG esclarece que descartar esse tipo de lixo nas águas não é exclusividade de grandes empresas pesqueiras, mas pela escala e intensidade da pesca, elas acabam trazendo maior impacto.

A Gomes da Costa informou que não opera com esse tipo de pesca no Brasil. Já a Camil não retornou o contato até o fechamento da reportagem.

EBC

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