Deputadas do Amapá na mira da polícia Federal

A Polícia Federal (PF) cumpriu na manhã desta terça-feira (9) oito mandados de busca e apreensão em Macapá dando continuidade à operação “Cícero“, que investiga um grupo suspeito de atuar na compra de votos no 1º turno das eleições de outubro e que teria resultado na eleição de uma deputada estadual e outra federal.

Os mandados expedidos pela Justiça Federal foram cumpridos em residências da capital, mas a PF não divulgou o nome dos investigados. Na primeira fase da operação, os alvos foram pessoas que teriam beneficiado as deputadas federal Aline Gurgel (PRB) e a estadual Aldilene Souza (PPL).

As investigações apontam que o grupo teria captado votos ilegalmente das mais diversas formas, como entrega de bens, marcação de consultas médicas e transporte irregular.

A partir do material colhido na 1ª fase da operação, em dezembro de 2018, a PF apurou que uma deputada federal eleita orientava os demais integrantes do esquema sobre a entrega de vantagens em troca da obtenção de votos. Ao menos R$ 200 mil foram empregados na captação ilícita.

Em nota, Aline Gurgel declarou que tomou ciência da operação pela imprensa e que tem “um trabalho sério e atuante em defesa da população”. Completou ainda que prestou, em dezembro, todas as informações requeridas pela Polícia Federal.

“Sabe que sua campanha foi limpa e de convencimento e provará sua inocência, repudia os exageros da ação policial e seguirá honrando a confiança que as cidadãs e os cidadãos amapaenses depositaram nas urnas”, diz trecho da nota.

Os investigados poderão responder pelos crimes de associação criminosa, compra de votos e transporte coletivo de eleitores, com penas que podem chegar a 13 anos de prisão.

Do G1 Amapá

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