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O que se sabe sobre covid-19 e crianças

Elas também contraem o novo coronavírus e, embora em geral sejam assintomáticas ou apresentem formas leves da covid-19, algumas podem adoecer gravemente

Kathryn Moffett-Bradford & Martin Weisse & Shipra Gupta

Crianças recebem máscaras na Cidade Estrutural, no Distrito Federal para proteção contra covid-19: elas contraem a doença tanto quanto os adultos e são capazes de espalhá-la. Crédito: Lucio Bernardo Jr./Agência Brasília

Somos três especialistas em doenças infecciosas pediátricas que vivem e trabalham na Virgínia Ocidental (EUA). O sistema de saúde da Universidade da Virgínia Ocidental atende 400 mil crianças e, de acordo com nossos dados internos, até o momento***, 2.520 crianças até 17 anos foram testadas para o coronavírus. Sessenta e sete delas apresentaram resultado positivo e uma ficou doente o suficiente para ser internada no hospital.

Somos questionados quase diariamente sobre crianças e covid-19. Elas pegam covid-19? Deveriam frequentar creches ou escolas, praticar esportes, ver amigos e participar de acampamentos de verão? Quais são os riscos para elas e para os outros?

Com base nas pesquisas atuais e em nossas próprias experiências, parece que pessoas de 17 anos ou menos enfrentam pouco risco de desenvolver o coronavírus. Quase todas as crianças são assintomáticas ou apresentam formas muito leves ou leves da covid-19, mas uma pequena porcentagem de crianças fica muito doente. Além disso, há evidências de que as crianças podem espalhar o vírus para outras pessoas e, com grandes surtos ocorrendo nos EUA, essas realidades levantam sérias preocupações sobre a reabertura das escolas e como as crianças devem navegar no mundo pandêmico.

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Crianças em risco
Ao considerar o papel das crianças nessa pandemia, a primeira pergunta a fazer é se elas podem ser infectadas e, em caso afirmativo, com que frequência.

Dos 149.082 casos relatados de covid-19 nos EUA no final de abril, apenas 2.572 – 1,7% – eram crianças, apesar de as crianças constituírem 22% da população dos EUA.

Mas pesquisas atuais mostram que as crianças são fisiologicamente tão propensas a ser infectadas com SARS-CoV-2 quanto os adultos. Essa discrepância entre o número de casos e a suscetibilidade biológica pode dever-se ao fato de as crianças geralmente apresentarem sintomas mínimos a leves quando infectadas pelo coronavírus e, portanto, terem menor propensão a ser testadas. Também pode ser que as crianças em geral tenham tido menos exposição ao vírus em comparação aos adultos. As crianças não vão trabalhar, provavelmente vão a lojas menos que os adultos e, nos estados que relaxaram medidas de quarentena, não vão a bares ou academias.

Embora tenham menos probabilidade de adoecer com o coronavírus, as crianças definitivamente não são imunes. Os dados mostram que crianças com menos de um ano e aquelas com condições subjacentes têm maior probabilidade de ser hospitalizadas. Essas crianças normalmente experimentam problemas respiratórios comumente associados à covid-19 e em geral precisam de oxigênio e suporte intensivo. Em 11 de julho, 36 pessoas com 14 anos ou menos morreram por causa do vírus.

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